Um garoto se sente inquieto em sua cama. Pensa em escrever, gosta de escrever, mas fazer a certeira publicação da semana em um blog que ninguém lê? Deita e olha para o teto, pondera suas escolhas de vida e se pergunta se ela vão o levar para onde quer chegar. Se pergunta se é feliz. Não há resposta. Então decide unir a turbulência dos seus pensamentos com o burburinho incessante e temporário que é a chuva lá fora. Desce, encara sua companheira solitária e percebe: Eu sou como a chuva.
Eu moro em uma casa à 12 anos. Sou muito feliz por isso. Os melhores momentos que passei na minha vida foram nesta casa: churrascos de amigos, as comemorações importantes da família, natal, aniversários, até troca de ovos de páscoa e raspar meu cabelo quando passei no vestibular! É uma casa grande, que agrada a todos que tem a sorte de a conhecer. Piscina, jardim e três moradores que a amam e tem o prazer de a decorar e deixá-la cada vez mais cativante. Eu, minha mãe e minha irmã mais nova. Infelizmente há um problema, e eu só cheguei a dar importância a este grave problema tarde demais... A casa realmente é atraente e agrada a todos, não só pelo seu porte -pois a casa de frente é bem maior-, mas pelo seu ar acolhedor e carinhoso, como um perfume que pode-se ser sentido a quilômetros de distância. Uma fragrância única, inconfundível. Mas isso não é vantagem, não na nossa sociedade violenta do jeito que está. Ladrões e enganadore...
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